“Downton Abbey” - Em Análise

Dirigido pelo americano Michael Engler, e quatro anos após o lançamento do episódio final da série, Downton Abbey abre de novo as portas, mas apenas para quem viu previamente as seis temporadas. 

Num visionamento que isola o filme da serie, seguimos a vida da família Crawley nos tardios anos 20 e a sua intensa preparação para a visita da família real britânica. 

No meio de um elenco com nomes como Elizabeth McGovern e Hugh Bonneville, destaca-se Maggie Smith, não só por ser já uma adorada do mundo do cinema e da sua sempre fantástica representação, mas também por ser talvez a personagem mais interessante e com mais caráter em todo o filme. Violet Crawley (Maggie Smith) ilumina este ambiente histórico com a sua atitude ousada, rara de um elemento de uma classe alta, acompanhando o seu discurso com piadas e sempre tendo um comentário perspicaz na ponta da língua, ajudando o espetador a entrar um pouco mais naquele universo aristocrático. Acompanhada fielmente por Isobel (Penelope Wilton), fazem uma dupla que dificilmente irá deixar uma sala de cinema sem soltar uma gargalhada.

Com uma trilha sonora não muito diversificada, mas bem-adaptada para a época em que a história é contada, com poucos mas belíssimos planos do castelo da família Crawley, e com um final que ameaçava ser ainda mais feliz (e longo) do que os típicos “…e viveram felizes para sempre” a que tanto estamos habituados, Downton Abbey não será um filme de destaque para quem não está familiarizado com a série.

Classificação: ⭐️⭐️

Olena Pikho